terça-feira, 6 de outubro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

névoa


"para além das palavras
descansam formas opacas
o sem discurso da pedra
das coisas insignificantes
o céu sobre árvores mudas
espanta pássaros em bandos
tudo de invisível existência
de névoa se banha
molha de solidão os olhos do mundo


o homem indefeso habita
a clareira do verbo"

(João Evangelista Rodrigues)
















segunda-feira, 7 de setembro de 2009

8 em 80

O Mercado Central de Belo Horizonte completa, em setembro de 2009, 80 anos de história. Em homenagem ao aniversário, os fotógrafos Ícaro Moreno, Gui Machala e André Tanure produziram um ensaio no qual oito importantes homens, símbolos de todos os trabalhadores, foram retratados em sua rotina. O ensaio capta a profissão de fé de cada um desses senhores que ajudaram a contruir esse rico patrimônio mineiro.
O ensaio “8 em 80” está em esposição durante o mes de setembro no Mercado Central/BH.
Veja também o site, com ensaio completo de cada personagem:
www.8em80.com
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Estive lá e gostei muito da proposta de “encontrar” as fotos suspensas nos corredores do mercado,
próximas às barracas de cada personagem. De repente, naquele redemoinho, eis que surge
uma imagem que nos obriga a parar, fixar os olhos no alto e, em seguida uma busca ao fotografado…
É inevitável. Todas puxam e nos remetem a uma história que a gente quer conhecer. Imperdível!
Parabéns aos três grandes amigos, profissionais de primeira que eu aplaudo de pé!
Alguns registros da abertura, hoje:

 

 

 

 

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

 

Lugar sem comportamento é o coração.
Ando em vias de ser compartilhado.
Ajeito as nuvens no olho.
A luz das horas me desproporciona.
Sou qualquer coisa judiada de ventos.
Meu fanal é um poente com andorinhas.
Desenvolvo meu ser até encostrar na pedra.
Repousa uma garoa sobre a noite.
Aceito no meu fado o escurecer.
No fim da treva uma coruja entrava.

Manoel de Barros
O Livro das Ignorãças

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Festa do Rosáro - Serro/MG


A principal manifestação folclórico-religiosa serrana, que está para completar 300 anos, pode ser apreciada por ocasião da Festa do Rosário, no primeiro final de semana de julho. É formada principalmente pelos grupos de Caboclos, Catopês, Marujos, pelo Reinado e pela "Caixa de Assovio". Retrata ricas tradições, conservando elementos das três principais raças que contribuíram para a formação do povo brasileiro e serrano. Este sincretismo não esconde, no entanto, a capacidade dos negros de continuarem cultuando suas tradições, através da incorporação da divindade dos brancos, a Nossa Senhora do Rosário.

No Reinado do Rosário, o Rei, a Rainha, os dois Juízes e as duas Juízas da festa, acompanhados do cortejo real (mucamas e cavalheiros), desfilam solenemente pelas ruas sob guarda-chuvas, o que segundo alguns, representam "reminiscências dos para-sóis como símbolos realengos entre os povos orientais, desde a remota Assíria".


 Os catopês (origem na palavra "candomblê") despertam a curiosidade por causa de suas vestes: são cobertos de plumas de emas, peito enfeitado com espelhos e colares, com capas multicores às costas. Tocam tambores, tamborins, xique-xiques e reco-recos. Atualmente, desfilam na festa dois grupos de catopês: o do Serro e o da localidade do Baú, do distrito de Milho Verde.
Já os marujos, se trajam de uniformes nas cores branca e azul e tocam violas, violões, cavaquinhos, bandolins, xique-xiques, pandeiros e caixas de couro.
E, finalmente, os caboclos, de flechas em punho, com capacetes e saiotes enfeitados com penas coloridas, pulseiras, colares, peseiras e pinturas no rosto.

 

 

 

 

 

 

 

 



Veja mais da festa no link
http://consueloabreu.multiply.com/photos